Só a perda abre caminho para o novo, e o novo é sempre fascinante.
Mas o fascínio também se perde, e então eu preciso de um novo novo.
E assim por diante.
Acontece que sou sempre tentado a iniciar um processo de perda vitoriosa de todo objeto amado, porque em mim existe uma infinita vontade de mais amar aquilo que começo a perder.
Para que não ocorra o apego, a massacrante ditadura do apego.
Então, quanto mais a perda se instala, mais eu tenho a contraditória certeza de que amo aquilo que passo a perder.
É a vida em constante movimento.
Tudo se transforma.
Tudo se modifica.
Só o que está morto não se perde.”
Edson Marques
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